Monday, September 27, 2010
Saturday, May 29, 2010
Rito Escocês Antigo e Aceito
Um guardião do segredo, do que é sagrado e cujos princípios e molduras do caráter são como a couraça de uma armadura que veste o guerreiro, empunhando a espada da verdade, apontada à escravidão da consciência, às paixões que nos tentam dominar e às vontades que devemos submeter, como cavaleiros que somos protegendo o caminho justo e perfeito que sob juramento e consagração, nos comprometemos a prosseguir, este é o sentimento do escocista, ao adentrar ao templo para mais uma seção maçônica
Tão importante quanto o sentimento, porém, é a gênese, raiz que como tudo na maçonaria, remonta a História da sociedade e neste caso em especial, a página triste e marcante que retrata o início do fim da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou mais notoriamente da Ordem dos Cavaleiros Templários.
Muito nebulosa é a interação entre maçonaria e Ordem Templária, entretanto com associações históricas fica muito nítida a influência desta ordem na Arte Real, ainda que pouca documentação tenha sido encontrada a este respeito, bem como sobre os próprios Cavaleiros do Templo e sua Ordem, visto ter sido destruído em 1571 o Arquivo Central dos Templários que se encontrava no Chipre além do Arquivo Angevino, incendiado na Segunda Guerra Mundial pelos Alemães, o qual contava com milhares de documentos datados de 1265 à 1435, inclusive sobre a Ordem do Templo. Alguns dos ósculos da barbárie.
Antes de nos atermos à derrocada dos templários, passagens desde a suposta data de fundação em 1096, data das primeiras cruzadas, são necessárias, pois até 1129 quando oficialmente aprovada pela Igreja Católica muito se especulou sobre o que faziam os Cavaleiros, além de dar proteção aos Peregrinos Cristãos que se dirigiam à Jerusalém. Especula-se que neste período de obscurantismo eles se dedicaram à busca do Templo de Salomão e o encontraram, bem como ao seu tesouro, que não apenas se traduziria em riquezas, mas, sobretudo em conhecimento, o que já se esperaria tratando-se Salomão do homem mais sábio desta terra.
Um tesouro desta grandeza não poderia passar despercebido e após um longo período onde a ordem experimentou grande acúmulo de poder e de riquezas, em 1307, impulsionados pela ganância, o Rei francês Felipe IV acusa-os de heresia apoiado pelo Papa Clemente V, iniciando uma perseguição que culminaria na queima de muitos cavaleiros nas fogueiras da Santa Inquisição, assim como na morte de seu último Grão Mestre em 1313, Jaques DeMolay, e é neste momento que começam a se entrelaçar os caminhos dos antigos pedreiros livres e a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, mas especialmente no que concerne o REAA, pois neste ponto, conta a história que vários cavaleiros templários, para ocultarem-se do mal que absorvera seus pares se juntaram a várias associações da época, e muitos Imigraram para a Escócia, ficando sobre a proteção do Rei Robert de Bruce, que além de ter parentes Templários, havia sido excomungado em 1307 pelo Papa, o que relegaria algum distanciamento à Igreja de Roma e traria algum tempo de paz aos Cavaleiros do Templo.
Muitas lendas ligam o nome do Rei Escocês aos templários e à Maçonaria, entre elas está a de que ainda com receio de serem descobertos e considerados traidores, os Templários, devido ao seu grande conhecimento de arquitetura sagrada, visto que é incrível a beleza e quantidade de castelos templários verificados pela Europa, se uniram às corporações de ofício, assumindo certo disfarce, o de pedreiros.
Outra evidência forte desta interação é a criação pelo Rei The Bruce em 1314, da Ordem de Heredom de Kilwining, concedendo ao mesmo tempo o título de Grande Loja Real de Heredom de Kilwining à Loja de maçons já existente. Muito se passou e esta relação amadureceu e gerou frutos, tanto que em 1728 ocorre o que poderia ser a origem da tradição Templária na maçonaria, pois nesse ano um barão escocês de nome John Mitchell Ramsay trouxe para Londres um sistema de franco-maçonaria totalmente desconhecido, de cujas origens remontariam da época das cruzadas e sua instituição à Godefroy de Bouillon, Cruzado que em 1099 participou da tomada da terra Santa, mas mais curiosa ainda seria a estrutura deste sistema, que apresentava três graus: escoceses, noviços e Cavaleiros Templários com iniciações deste último acompanhadas de toda a pompa própria das cerimônias cavalariças.
Claramente então, da Escócia vem a influência Templária, mas porque então afirmativa dos estudiosos de que o REAA é um rito Francês? Tal explicação remonta da guerra civil Inglesa e da sucessão do trono, disputado pela Dinastia dos Stuart, de origem escocesa, cuja nobreza, além deles mesmos tinha íntimas ligações com a Maçonaria. Quando em 1649, Carlos I, Rei da Inglaterra é executado finda-se a era da casa de Stuart no trono Inglês, sua viúva Henriqueta Maria de França recebe asilo, com a companhia de nobres escoceses parentes de seu marido, na França. Estes nobres, segundo documentos posteriormente encontrados reuniam-se em lojas. Existe menção feita a Mestres escoceses nas Ordenações da Grande Loja de França em 1743. De fato, existem também registros sobre a formação da primeira Loja stuartista em Saint-Germain-en-Laye, em 1689 e já em 1717, quando do estabelecimento da maçonaria especulativa podia-se considerar um sistema Escocês, com ligações à Escócia através da Dinastia dos Stuarts. Assim nascia o Rito dos Stuart da Inglaterra e Escócia, primeira manifestação maçônica em terras Francesas, mesmo antes da fundação da Grande Loja de Londres em 1717.
Outra passagem importante acerca de nosso rito diz respeito ao termo Antigo e Aceito e sinaliza um importante momento histórico da maçonaria, pois aponta a fase em que convivem na ordem os operativos, antigos, e os especulativos, aceitos. Estes novos membros trazem à Maçonaria a visão de que a loja é um lugar de elevação moral e espiritual, onde a reflexão e ponderação permitiram vários séculos adiante a formação de maçons preparados para enquanto construtores sociais e cavaleiros na batalha em busca da verdade, perpetuar esta Arte Real que é nobre desde seu nascimento e guerreira em sua mais pura essência. Que o mundo não julgue que viemos aqui trabalhar inutilmente, gastando em vão nossas forças... Não o julgará V.´.M.´., é histórica a marca que a maçonaria deixa no véu da sociedade, sobretudo o REAA, um rito moral, espiritual e pautado na honra do cavaleiro, que dá seu coração à batalha e de pé e à ordem está para seus irmão e a quem mais necessitar de seus justos e perfeitos princípios.
Do livro As Sociedades Secretas, de Gianni Vannoni, uma pequena crônica sobre como teria sido o momento em que os Cavaleiros encontraram o Templo de Salomão:
“Vencidos os obstáculos, descobriram uma passagem oculta, só conhecida antes por iniciados nos mistérios e no fim dessa passagem, uma porta dourada onde lia-se as inscrições:
” Se é a curiosidade que aqui vos conduz, Retira-te”.
“Se persistirdes em conhecer os mistérios da existência, fazei antes o vosso testamento e despedi-vos do mundo dos vivos.”
Dessa forma, após muita hesitação, um dos cavaleiros bateu na porta dizendo: "Abri em nome de Cristo" e a porta abriu-se.
Ao entrarem, encontraram entre figuras estranhas uma forma de estátuas e estatuetas, um trono coberto de seda e sobre ele, um triângulo com a décima letra hebraica, YOD.
Junto aos degraus do trono, estava a Lei Sagrada “.
Tão importante quanto o sentimento, porém, é a gênese, raiz que como tudo na maçonaria, remonta a História da sociedade e neste caso em especial, a página triste e marcante que retrata o início do fim da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou mais notoriamente da Ordem dos Cavaleiros Templários.
Muito nebulosa é a interação entre maçonaria e Ordem Templária, entretanto com associações históricas fica muito nítida a influência desta ordem na Arte Real, ainda que pouca documentação tenha sido encontrada a este respeito, bem como sobre os próprios Cavaleiros do Templo e sua Ordem, visto ter sido destruído em 1571 o Arquivo Central dos Templários que se encontrava no Chipre além do Arquivo Angevino, incendiado na Segunda Guerra Mundial pelos Alemães, o qual contava com milhares de documentos datados de 1265 à 1435, inclusive sobre a Ordem do Templo. Alguns dos ósculos da barbárie.
Antes de nos atermos à derrocada dos templários, passagens desde a suposta data de fundação em 1096, data das primeiras cruzadas, são necessárias, pois até 1129 quando oficialmente aprovada pela Igreja Católica muito se especulou sobre o que faziam os Cavaleiros, além de dar proteção aos Peregrinos Cristãos que se dirigiam à Jerusalém. Especula-se que neste período de obscurantismo eles se dedicaram à busca do Templo de Salomão e o encontraram, bem como ao seu tesouro, que não apenas se traduziria em riquezas, mas, sobretudo em conhecimento, o que já se esperaria tratando-se Salomão do homem mais sábio desta terra.
Um tesouro desta grandeza não poderia passar despercebido e após um longo período onde a ordem experimentou grande acúmulo de poder e de riquezas, em 1307, impulsionados pela ganância, o Rei francês Felipe IV acusa-os de heresia apoiado pelo Papa Clemente V, iniciando uma perseguição que culminaria na queima de muitos cavaleiros nas fogueiras da Santa Inquisição, assim como na morte de seu último Grão Mestre em 1313, Jaques DeMolay, e é neste momento que começam a se entrelaçar os caminhos dos antigos pedreiros livres e a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, mas especialmente no que concerne o REAA, pois neste ponto, conta a história que vários cavaleiros templários, para ocultarem-se do mal que absorvera seus pares se juntaram a várias associações da época, e muitos Imigraram para a Escócia, ficando sobre a proteção do Rei Robert de Bruce, que além de ter parentes Templários, havia sido excomungado em 1307 pelo Papa, o que relegaria algum distanciamento à Igreja de Roma e traria algum tempo de paz aos Cavaleiros do Templo.
Muitas lendas ligam o nome do Rei Escocês aos templários e à Maçonaria, entre elas está a de que ainda com receio de serem descobertos e considerados traidores, os Templários, devido ao seu grande conhecimento de arquitetura sagrada, visto que é incrível a beleza e quantidade de castelos templários verificados pela Europa, se uniram às corporações de ofício, assumindo certo disfarce, o de pedreiros.
Outra evidência forte desta interação é a criação pelo Rei The Bruce em 1314, da Ordem de Heredom de Kilwining, concedendo ao mesmo tempo o título de Grande Loja Real de Heredom de Kilwining à Loja de maçons já existente. Muito se passou e esta relação amadureceu e gerou frutos, tanto que em 1728 ocorre o que poderia ser a origem da tradição Templária na maçonaria, pois nesse ano um barão escocês de nome John Mitchell Ramsay trouxe para Londres um sistema de franco-maçonaria totalmente desconhecido, de cujas origens remontariam da época das cruzadas e sua instituição à Godefroy de Bouillon, Cruzado que em 1099 participou da tomada da terra Santa, mas mais curiosa ainda seria a estrutura deste sistema, que apresentava três graus: escoceses, noviços e Cavaleiros Templários com iniciações deste último acompanhadas de toda a pompa própria das cerimônias cavalariças.
Claramente então, da Escócia vem a influência Templária, mas porque então afirmativa dos estudiosos de que o REAA é um rito Francês? Tal explicação remonta da guerra civil Inglesa e da sucessão do trono, disputado pela Dinastia dos Stuart, de origem escocesa, cuja nobreza, além deles mesmos tinha íntimas ligações com a Maçonaria. Quando em 1649, Carlos I, Rei da Inglaterra é executado finda-se a era da casa de Stuart no trono Inglês, sua viúva Henriqueta Maria de França recebe asilo, com a companhia de nobres escoceses parentes de seu marido, na França. Estes nobres, segundo documentos posteriormente encontrados reuniam-se em lojas. Existe menção feita a Mestres escoceses nas Ordenações da Grande Loja de França em 1743. De fato, existem também registros sobre a formação da primeira Loja stuartista em Saint-Germain-en-Laye, em 1689 e já em 1717, quando do estabelecimento da maçonaria especulativa podia-se considerar um sistema Escocês, com ligações à Escócia através da Dinastia dos Stuarts. Assim nascia o Rito dos Stuart da Inglaterra e Escócia, primeira manifestação maçônica em terras Francesas, mesmo antes da fundação da Grande Loja de Londres em 1717.
Outra passagem importante acerca de nosso rito diz respeito ao termo Antigo e Aceito e sinaliza um importante momento histórico da maçonaria, pois aponta a fase em que convivem na ordem os operativos, antigos, e os especulativos, aceitos. Estes novos membros trazem à Maçonaria a visão de que a loja é um lugar de elevação moral e espiritual, onde a reflexão e ponderação permitiram vários séculos adiante a formação de maçons preparados para enquanto construtores sociais e cavaleiros na batalha em busca da verdade, perpetuar esta Arte Real que é nobre desde seu nascimento e guerreira em sua mais pura essência. Que o mundo não julgue que viemos aqui trabalhar inutilmente, gastando em vão nossas forças... Não o julgará V.´.M.´., é histórica a marca que a maçonaria deixa no véu da sociedade, sobretudo o REAA, um rito moral, espiritual e pautado na honra do cavaleiro, que dá seu coração à batalha e de pé e à ordem está para seus irmão e a quem mais necessitar de seus justos e perfeitos princípios.
Do livro As Sociedades Secretas, de Gianni Vannoni, uma pequena crônica sobre como teria sido o momento em que os Cavaleiros encontraram o Templo de Salomão:
“Vencidos os obstáculos, descobriram uma passagem oculta, só conhecida antes por iniciados nos mistérios e no fim dessa passagem, uma porta dourada onde lia-se as inscrições:
” Se é a curiosidade que aqui vos conduz, Retira-te”.
“Se persistirdes em conhecer os mistérios da existência, fazei antes o vosso testamento e despedi-vos do mundo dos vivos.”
Dessa forma, após muita hesitação, um dos cavaleiros bateu na porta dizendo: "Abri em nome de Cristo" e a porta abriu-se.
Ao entrarem, encontraram entre figuras estranhas uma forma de estátuas e estatuetas, um trono coberto de seda e sobre ele, um triângulo com a décima letra hebraica, YOD.
Junto aos degraus do trono, estava a Lei Sagrada “.
Uma fábula de Pedreiros Livres
Era 12:00 em ponto e o sol estava à pino, quando mandou os obreiros ao trabalho o irmão segundo vigilante, e a grande obra ganhava mais um dia de suor e labor daqueles valorosos e dedicados obreiros .
Como de costume o canteiro estava impecável e a cada peça terminada rapidamente se recolhia ao se lugar e dava lugar a outro trabalho e de tão dinâmico se dava o movimento, foi fácil para alguns perceberem um jovem irmão que destoava dos demais por estar impavidamente imóvel defronte a uma pedra milimetricamente esquadrejada e de tal forma polida que como um espelho este podia avistar a todos os que estavam ao seu redor, apenas no fitar de suas 4 faces.
Envolvidos em suas atividades individuais, muitos dos irmãos sequer lhe davam atenção, porém do oriente ele estava sendo observado, extasiado com aquela construção, estático, como quem espera os louros de uma grande conquista.
Percebendo isso, muitos dos mestres o ignoravam - não lhe daremos atenção - dizia um mestre a outro - para que não fique cheio de si - sussurravam.
Mas um dos irmãos, o mais sábio por sinal, portando um livro aberto sobre fundo radiante foi ter com este irmão companheiro.
Boa tarde meu querido irmão, mas que bela obra tens aí!
Ao que lhe respondeu o jovem companheiro:
E não o é! Poucas vi iguais, com tamanha precisão e tão perfeito esquadrejamento. Acho até que deveria ser exposta como exemplo, para todos pudessem ver que beleza é esta obra.
Sem dúvida – concordou o Orador – E acrescento, uma construção tão bela precisa ser imortalizada, pois a que outra pedra restaria a honra de ser a base, no angulo Nordeste de tão promissora construção que erigimos aqui?
Logo aquela conversa suscitaria a atenção de outros irmãos, pois afinal, não era todo dia que a sabedoria do Irmão orador estava ao alcance de todos no ocidente.
Por fim acabaram-se amontoando vários irmãos para admirar aquela cena e muitos se deram conta daquele trabalho justo e perfeito, que por tanto tempo, apenas aquele companheiro olhava e observava.
Muito feliz por tanta atenção conquistada, disse aquele jovem irmão.
Perfeitas as suas palavras meu sábio irmão orador, e a propósito, visto que tão perfeita obra produzi, já é tempo de ser reconhecido meu valor nesta oficina, inclusive, desafio-os a encontrar alguém que obra tão bela quanto esta, tenha esquadrejado, e como é certeza não encontrarás, exijo por tê-la feito, meu aumento de salário.
O irmão Orador, sem que sequer tremesse seu semblante, assentiu com a cabeça, neste momento já observado por toda a loja que simplesmente parou, serenamente lhe respondeu.
Mais uma vez tendes razão – e todos o fitaram com surpresa, porém ele continuou – e aceito está o seu desafio, adverti-lo-ei, entretanto, que uma obra não pode ser considerada completa e perfeita, apenas ao olharmos sua casca, pois assim como a romã é sustentada internamente por suas sementes, a retidão e a justiça somente serão sustentadas por fortes princípios internos, que não se podem ver a olho nu. Mas veremos ao nosso redor.
Com tantos irmãos olhando o que vinha acontecendo, poucos ainda estavam trabalhando, porém ao olhar no topo da coluna nordeste, lá estava um pequeno aprendiz, com uma pedra tão perfeita quanto à do companheiro, e que por tão concentrado em seu trabalho, sequer levantou a cabeça quando aquela turba foi ao seu encontro.
Ao perceber enfim o Orador a sua esquerda e o companheiro a direita o aprendiz os reverenciou e feliz por sua presença lhes recepcionou.
A que devo tanta honra meus irmãos virem observar-me no trabalho?
Ao que o companheiro sem sequer lhe responder já começara a medir a pedra do aprendiz como que a procurar alguma imperfeição, enquanto este conversava como o irmão Orador.
Que bela obra tens aí irmão aprendiz – ao que lhe respondeu.
Trabalho nela há muito tempo meu irmão e sempre que me deixo pensar que está completa, procuro e encontro alguma imperfeição, começando novamente o trabalho alegremente, pois não é o fim que procuro, mas um eterno recomeço.
Sem ouvir-lhe como deveria, o companheiro diz – Pois então, acho que não deves mais se preocupar com isso, pois inspecionei sua obra e, é claro que não está tão boa quanto a minha, mas está quase perfeita, acho até que deves exigir também aumento de salário, e permito-lhe até que ponha tua pedra logo acima da minha, como base no ângulo Nordeste da obra que sobre elas será levantada, mas o nome. Insisto que seja posto somente na minha, pois venci o desafio.
Fitando-lhe com feição de dúvida, olha-lhe com ternura o irmão aprendiz.
Meu irmão companheiro, com todo o respeito não entendo, como posso eu vangloriar-me desta obra se não fui quem a construiu.
Mas como, se vejo teu avental assim como toda a tua vestimenta lavada em pó de pedra e tu mesmo disseste que há tempos vem trabalhando nesta obra? Questiona-lhe enfaticamente o companheiro.
E não é isso por fim que viemos fazer aqui? – Interrompe-lhe educadamente o Orador- ou julgas que gastamos em vão nossas forças?
Ao ouvi-lo pacientemente, pede a palavra o irmão aprendiz.
Entendo a dúvida de nosso irmão companheiro, porém, ainda assim, não me sinto proprietário de tal obra apenas por que trabalhei nela – e estendendo em suas mãos o maço e o cinzel disse - sinto-me por fim nesta construção como estas ferramentas, que nas mãos de Deus, dão forma ao que o GADU projetou para minha vida e para a vida daqueles ao meu redor residem. – e completou – como poderia eu roubar a glória do Grande arquiteto, pois se for de sua vontade sequer levanto de minha cama pela manhã, sequer respiro o ar que a todos é facultado gratuitamente.
Mas com o coração endurecido o companheiro pôs-se a exigir a promessa do Orador e um grande brado se fez ouvir do trono de Salomão.
Fazei cumprir o que foi prometido ao irmão companheiro – Era a voz do Venerável Mestre – porém é minha a honra de escrever o que lhe cabe em sua pedra.
Feliz que não cabia em si, o companheiro viu sua pedra ser posta no topo da coluna Nordeste e várias pedras serem colocadas sobre ela, e quanto mais pedras eram colocadas mais ele vibrava, porém, começou-se a perceber um problema. Por mais que os mestres tentassem, não se conseguia manter a estrutura firme e a beleza daquela obra não se sustentava, até que pararam de construí-la, pois material estava sendo gasto e nada dava certo.
Indignado com o que ocorrera, o irmão companheiro acompanhado do Orador e do irmão arquiteto foram vistoriar a construção.
Só podem estar querendo me boicotar – disse o irmão companheiro, como pode uma pedra tão perfeita ser base para uma construção tão imperfeita?
Sem nada dizer, os irmãos orador e arquiteto se puseram a esperar, aguardando que algo fosse percebido pelo companheiro e em verdade, o foi.
Ao olhar com a devida atenção, o irmão companheiro percebeu que o Venerável Mestre não havia escrito seu nome na pedra, mas havia gravado uma palavra, lá estava escrito VAIDADE.
Então ele tudo entendeu, e chorando, tornou-se para o irmão aprendiz e pediu-lhe sinceras desculpas. Com os olhos também marejados o irmão Orador lhe deu um abraço e antes que ele também se desculpasse com ele, deu suas considerações.
A mais bela obra sustentada sobre a vaidade é oca e sem destino, morre em si mesma e mata tudo que se aproxima dela. Acrescento que a vaidade é o pior dos vícios, pois é inimiga da inteligência visto que o vaidoso acha que já não tem mais nada a aprender, relegado ao ostracismo e à solidão, pois por se achar tão melhor que todos, se isola no próprio ego. A vaidade já destruiu impérios, e até universos, pois quando uma loja morre por vaidades, é um conjunto de galáxias que se perde. – concluiu o orador.
O venerável Mestre ao ver que ainda não tinha conseguido se recuperar da lição que havia aprendido, se dirigiu ao companheiro em suas palavras finais.
Anima-te irmão companheiro, pois agora é a hora de aprender, tenho certeza que a partir desta lição, serás, no tempo certo, um mestre mais preparado, do que teria sido se por tudo isso não tivesses passado. – e acrescentou – de toda obra de tuas mãos, dá graças ao Grande arquiteto, pois é dele que vem o querer e o realizar, agradecendo, sobretudo, por estares aqui e por seres maço e cinzel nas suas mãos, a construir um novo mundo, que a partir de hoje tem uma pedra mais desbastada, que é você, a fazer parte desta construção.
Que horas são irmão primeiro Vigilante, bradou do Trono de Salomão.
Meia noite em ponto, respondeu-lhe o irmão Primeiro Vigilante.
E mais um dia de trabalho se passou naquela oficina, com a certeza de que os trabalhos transcorreram justos e perfeitos, e mais um pequeno passo se deu para a evolução do Gênero humano, pois afinal, o que viemos fazer aqui?
Uma mente que se abre a uma nova idéia, nunca mais torna ao seu tamanho original.
Albert Einstein.
Como de costume o canteiro estava impecável e a cada peça terminada rapidamente se recolhia ao se lugar e dava lugar a outro trabalho e de tão dinâmico se dava o movimento, foi fácil para alguns perceberem um jovem irmão que destoava dos demais por estar impavidamente imóvel defronte a uma pedra milimetricamente esquadrejada e de tal forma polida que como um espelho este podia avistar a todos os que estavam ao seu redor, apenas no fitar de suas 4 faces.
Envolvidos em suas atividades individuais, muitos dos irmãos sequer lhe davam atenção, porém do oriente ele estava sendo observado, extasiado com aquela construção, estático, como quem espera os louros de uma grande conquista.
Percebendo isso, muitos dos mestres o ignoravam - não lhe daremos atenção - dizia um mestre a outro - para que não fique cheio de si - sussurravam.
Mas um dos irmãos, o mais sábio por sinal, portando um livro aberto sobre fundo radiante foi ter com este irmão companheiro.
Boa tarde meu querido irmão, mas que bela obra tens aí!
Ao que lhe respondeu o jovem companheiro:
E não o é! Poucas vi iguais, com tamanha precisão e tão perfeito esquadrejamento. Acho até que deveria ser exposta como exemplo, para todos pudessem ver que beleza é esta obra.
Sem dúvida – concordou o Orador – E acrescento, uma construção tão bela precisa ser imortalizada, pois a que outra pedra restaria a honra de ser a base, no angulo Nordeste de tão promissora construção que erigimos aqui?
Logo aquela conversa suscitaria a atenção de outros irmãos, pois afinal, não era todo dia que a sabedoria do Irmão orador estava ao alcance de todos no ocidente.
Por fim acabaram-se amontoando vários irmãos para admirar aquela cena e muitos se deram conta daquele trabalho justo e perfeito, que por tanto tempo, apenas aquele companheiro olhava e observava.
Muito feliz por tanta atenção conquistada, disse aquele jovem irmão.
Perfeitas as suas palavras meu sábio irmão orador, e a propósito, visto que tão perfeita obra produzi, já é tempo de ser reconhecido meu valor nesta oficina, inclusive, desafio-os a encontrar alguém que obra tão bela quanto esta, tenha esquadrejado, e como é certeza não encontrarás, exijo por tê-la feito, meu aumento de salário.
O irmão Orador, sem que sequer tremesse seu semblante, assentiu com a cabeça, neste momento já observado por toda a loja que simplesmente parou, serenamente lhe respondeu.
Mais uma vez tendes razão – e todos o fitaram com surpresa, porém ele continuou – e aceito está o seu desafio, adverti-lo-ei, entretanto, que uma obra não pode ser considerada completa e perfeita, apenas ao olharmos sua casca, pois assim como a romã é sustentada internamente por suas sementes, a retidão e a justiça somente serão sustentadas por fortes princípios internos, que não se podem ver a olho nu. Mas veremos ao nosso redor.
Com tantos irmãos olhando o que vinha acontecendo, poucos ainda estavam trabalhando, porém ao olhar no topo da coluna nordeste, lá estava um pequeno aprendiz, com uma pedra tão perfeita quanto à do companheiro, e que por tão concentrado em seu trabalho, sequer levantou a cabeça quando aquela turba foi ao seu encontro.
Ao perceber enfim o Orador a sua esquerda e o companheiro a direita o aprendiz os reverenciou e feliz por sua presença lhes recepcionou.
A que devo tanta honra meus irmãos virem observar-me no trabalho?
Ao que o companheiro sem sequer lhe responder já começara a medir a pedra do aprendiz como que a procurar alguma imperfeição, enquanto este conversava como o irmão Orador.
Que bela obra tens aí irmão aprendiz – ao que lhe respondeu.
Trabalho nela há muito tempo meu irmão e sempre que me deixo pensar que está completa, procuro e encontro alguma imperfeição, começando novamente o trabalho alegremente, pois não é o fim que procuro, mas um eterno recomeço.
Sem ouvir-lhe como deveria, o companheiro diz – Pois então, acho que não deves mais se preocupar com isso, pois inspecionei sua obra e, é claro que não está tão boa quanto a minha, mas está quase perfeita, acho até que deves exigir também aumento de salário, e permito-lhe até que ponha tua pedra logo acima da minha, como base no ângulo Nordeste da obra que sobre elas será levantada, mas o nome. Insisto que seja posto somente na minha, pois venci o desafio.
Fitando-lhe com feição de dúvida, olha-lhe com ternura o irmão aprendiz.
Meu irmão companheiro, com todo o respeito não entendo, como posso eu vangloriar-me desta obra se não fui quem a construiu.
Mas como, se vejo teu avental assim como toda a tua vestimenta lavada em pó de pedra e tu mesmo disseste que há tempos vem trabalhando nesta obra? Questiona-lhe enfaticamente o companheiro.
E não é isso por fim que viemos fazer aqui? – Interrompe-lhe educadamente o Orador- ou julgas que gastamos em vão nossas forças?
Ao ouvi-lo pacientemente, pede a palavra o irmão aprendiz.
Entendo a dúvida de nosso irmão companheiro, porém, ainda assim, não me sinto proprietário de tal obra apenas por que trabalhei nela – e estendendo em suas mãos o maço e o cinzel disse - sinto-me por fim nesta construção como estas ferramentas, que nas mãos de Deus, dão forma ao que o GADU projetou para minha vida e para a vida daqueles ao meu redor residem. – e completou – como poderia eu roubar a glória do Grande arquiteto, pois se for de sua vontade sequer levanto de minha cama pela manhã, sequer respiro o ar que a todos é facultado gratuitamente.
Mas com o coração endurecido o companheiro pôs-se a exigir a promessa do Orador e um grande brado se fez ouvir do trono de Salomão.
Fazei cumprir o que foi prometido ao irmão companheiro – Era a voz do Venerável Mestre – porém é minha a honra de escrever o que lhe cabe em sua pedra.
Feliz que não cabia em si, o companheiro viu sua pedra ser posta no topo da coluna Nordeste e várias pedras serem colocadas sobre ela, e quanto mais pedras eram colocadas mais ele vibrava, porém, começou-se a perceber um problema. Por mais que os mestres tentassem, não se conseguia manter a estrutura firme e a beleza daquela obra não se sustentava, até que pararam de construí-la, pois material estava sendo gasto e nada dava certo.
Indignado com o que ocorrera, o irmão companheiro acompanhado do Orador e do irmão arquiteto foram vistoriar a construção.
Só podem estar querendo me boicotar – disse o irmão companheiro, como pode uma pedra tão perfeita ser base para uma construção tão imperfeita?
Sem nada dizer, os irmãos orador e arquiteto se puseram a esperar, aguardando que algo fosse percebido pelo companheiro e em verdade, o foi.
Ao olhar com a devida atenção, o irmão companheiro percebeu que o Venerável Mestre não havia escrito seu nome na pedra, mas havia gravado uma palavra, lá estava escrito VAIDADE.
Então ele tudo entendeu, e chorando, tornou-se para o irmão aprendiz e pediu-lhe sinceras desculpas. Com os olhos também marejados o irmão Orador lhe deu um abraço e antes que ele também se desculpasse com ele, deu suas considerações.
A mais bela obra sustentada sobre a vaidade é oca e sem destino, morre em si mesma e mata tudo que se aproxima dela. Acrescento que a vaidade é o pior dos vícios, pois é inimiga da inteligência visto que o vaidoso acha que já não tem mais nada a aprender, relegado ao ostracismo e à solidão, pois por se achar tão melhor que todos, se isola no próprio ego. A vaidade já destruiu impérios, e até universos, pois quando uma loja morre por vaidades, é um conjunto de galáxias que se perde. – concluiu o orador.
O venerável Mestre ao ver que ainda não tinha conseguido se recuperar da lição que havia aprendido, se dirigiu ao companheiro em suas palavras finais.
Anima-te irmão companheiro, pois agora é a hora de aprender, tenho certeza que a partir desta lição, serás, no tempo certo, um mestre mais preparado, do que teria sido se por tudo isso não tivesses passado. – e acrescentou – de toda obra de tuas mãos, dá graças ao Grande arquiteto, pois é dele que vem o querer e o realizar, agradecendo, sobretudo, por estares aqui e por seres maço e cinzel nas suas mãos, a construir um novo mundo, que a partir de hoje tem uma pedra mais desbastada, que é você, a fazer parte desta construção.
Que horas são irmão primeiro Vigilante, bradou do Trono de Salomão.
Meia noite em ponto, respondeu-lhe o irmão Primeiro Vigilante.
E mais um dia de trabalho se passou naquela oficina, com a certeza de que os trabalhos transcorreram justos e perfeitos, e mais um pequeno passo se deu para a evolução do Gênero humano, pois afinal, o que viemos fazer aqui?
Uma mente que se abre a uma nova idéia, nunca mais torna ao seu tamanho original.
Albert Einstein.
Tuesday, March 24, 2009
Torcendo contra!!!

É entristecedor quando a irresponsabilidade e os interesses escusos superam o compromisso com a verdade. Pode até ser verdade a manipulação dos números, porém um ente público como este jornal, tem no mínimo em respeito aos seus leitores,de comprovar uma acusação tão séria e não, se permitir a elocubrações mal intencionadas. Nosso País e seus cidadãos são reflexo desta mídia que ao que parece, torce por nossa queda porque afinal, é a desgraça que vende jornais.
Monday, December 01, 2008
Empresas e a crise...
Na edição atual da revista exame, logo na capa, os analistas de mercado fazem um mea culpa sobre a surpresa com a qual esta crise nos apanhou. O título é “para que servem os analistas” e questiona como podem os “gurus da economia” ser tão limitados ao fazer previsões.
Acho que a preocupação em não causar pânico entre os investidores blindou as previsões dos principais analistas de mercado, que mesmo sabendo do imenso desequilíbrio da economia mundial no período que precedeu a dita crise, calaram-se na ânsia de identificar e resolver o problema nos bastidores.
O fato é que nas palavras de Delfim Neto, as relações econômicas de mercado apenas funcionam envoltas por um gás catalisador de reações, chamado confiança, e se este faltasse apenas teríamos antecipado os acontecimentos que hoje vemos presentes em nosso quotidiano.
Neste ínterim, empresas como a PETROBRAS apenas seguiram junto à correnteza, pois não poderiam agir de forma diferente e permitir que se escasseasse aquele tão estimado gás, o que resultaria em forte questionamento por parte do mercado. Não foi simplesmente pega de surpresa, fez-se uma aposta que se não fosse bancada, pior teria acontecido.
O que não podemos perder de vista é que passamos por uma crise, não em intensidade, mas em abrangência muito maior que a de 1929 e creiam-me, o tamanho é muito mais crítico que a intensidade em termos de economia.
O que posso por fim dizer é que vai demorar pra passar, e quando passar, ainda nas palavras de Delfim Neto, todo remédio pra uma crise econômica instala o embrião de outras duas crises a estourar num futuro, e aí espero eu, bastante distante.
Dito isto, “apertemos os cintos” e curtamos a viagem...
Acho que a preocupação em não causar pânico entre os investidores blindou as previsões dos principais analistas de mercado, que mesmo sabendo do imenso desequilíbrio da economia mundial no período que precedeu a dita crise, calaram-se na ânsia de identificar e resolver o problema nos bastidores.
O fato é que nas palavras de Delfim Neto, as relações econômicas de mercado apenas funcionam envoltas por um gás catalisador de reações, chamado confiança, e se este faltasse apenas teríamos antecipado os acontecimentos que hoje vemos presentes em nosso quotidiano.
Neste ínterim, empresas como a PETROBRAS apenas seguiram junto à correnteza, pois não poderiam agir de forma diferente e permitir que se escasseasse aquele tão estimado gás, o que resultaria em forte questionamento por parte do mercado. Não foi simplesmente pega de surpresa, fez-se uma aposta que se não fosse bancada, pior teria acontecido.
O que não podemos perder de vista é que passamos por uma crise, não em intensidade, mas em abrangência muito maior que a de 1929 e creiam-me, o tamanho é muito mais crítico que a intensidade em termos de economia.
O que posso por fim dizer é que vai demorar pra passar, e quando passar, ainda nas palavras de Delfim Neto, todo remédio pra uma crise econômica instala o embrião de outras duas crises a estourar num futuro, e aí espero eu, bastante distante.
Dito isto, “apertemos os cintos” e curtamos a viagem...
Tuesday, September 09, 2008
Ter ou Ser Irmão
Na edificação dos costumes e da vivência em sociedade, o construtor e sua obra têm ligação intrínseca em todas as fases do projeto, pois não pode o pedreiro iniciar qualquer trabalho se eximindo da responsabilidade sobre os efeitos que este venha a influenciar durante ou após sua execução. Sendo assim, menos ainda pode o pedreiro livre deixar de medir a todo tempo a marca de sua trajetória como edificador de posturas e conceitos no que concerne o trato e relacionamento entre os irmãos ou profanos do mundo exterior. Neste contexto, o desbastar da pedra bruta não é uma atitude isolada, ela permeia a todos quantos a volta do novo ser acompanham este processo de transformação e neste momento, suas vidas também acabam por ser transformadas, na reação em cadeia onde os bons costumes e a retidão das ações devem ser como o maço, instrumento de força que as imprime nos corações da eternidade.
A postura correta do pedreiro livre, entretanto, esbarra nas entrelaçadas relações do quotidiano enquanto na correria do dia a dia esquecemo-nos até mesmo de quem somos e do novo papel que hora passamos a desempenhar na sociedade. Nestes momentos devem sempre ser lembradas as palavras do V.´.M.´. no encerramento, suscitando diligência, moderação e prudência, cernes da formação moral aprendidas no seio de nossa casa perfeita e às vezes esquecidas ao nos depararmos com os desafios do dia a dia exaustivo. As promessas solenes de amparo, assistência, tolerância e bondade jamais devem estar submersas nos pesados afazeres ou perderemos nossa identidade de homens pinçados da turba e diferenciados da maioria, negando a formação justa e perfeita que como uma dádiva recebemos, permitindo ao mundo que julgue o trabalho de nossa oficina, em vão.
As belíssimas palavras de Davi também nos remetem a um maior sentimento sobre nosso comportamento não apenas em loja, mas no mundo profano também, pois ao citar “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”, devemos lembrar-nos que no início dos tempos todas as criaturas tiveram origem num só criador, o Senhor que como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, ordena a vida e a bênção para sempre.
Somos de fato então todos irmãos, pois somos filhos de um mesmo Pai cuja harmonia e amor nos foram magistralmente ensinadas pelo Divino Mestre, as quais devem ser cultivadas a cada manhã, partes que são da lista de bons ofícios que deve professar o verdadeiro pedreiro livre e de bons costumes. Enganamos-nos, porém, se pensamos que ter irmãos nos basta, pois neste momento o verbo “ser”, também diferencia-nos da mesmice que ronda a humanidade onde todos buscam “ter”, muitas vezes sem o merecer. Devemos nos esmerar em “ser” irmãos, pois o que o é, é por si só, não esperando mais por isso. Ser irmão é estar disposto a servir sempre a todos os que têm direito aos nossos bons ofícios, ou seja, a sociedade, esta que milita na escuridão, cega a beira do abismo implorando por um fio de esperança, que apenas os atos de homens completos e de bons costumes e, sobretudo, responsáveis por suas ações, podem multiplicar.
Termino com a famosa frase de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas morrerei lutando para que tenhas o direito de dizê-las.”
Voltaire.
A postura correta do pedreiro livre, entretanto, esbarra nas entrelaçadas relações do quotidiano enquanto na correria do dia a dia esquecemo-nos até mesmo de quem somos e do novo papel que hora passamos a desempenhar na sociedade. Nestes momentos devem sempre ser lembradas as palavras do V.´.M.´. no encerramento, suscitando diligência, moderação e prudência, cernes da formação moral aprendidas no seio de nossa casa perfeita e às vezes esquecidas ao nos depararmos com os desafios do dia a dia exaustivo. As promessas solenes de amparo, assistência, tolerância e bondade jamais devem estar submersas nos pesados afazeres ou perderemos nossa identidade de homens pinçados da turba e diferenciados da maioria, negando a formação justa e perfeita que como uma dádiva recebemos, permitindo ao mundo que julgue o trabalho de nossa oficina, em vão.
As belíssimas palavras de Davi também nos remetem a um maior sentimento sobre nosso comportamento não apenas em loja, mas no mundo profano também, pois ao citar “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”, devemos lembrar-nos que no início dos tempos todas as criaturas tiveram origem num só criador, o Senhor que como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, ordena a vida e a bênção para sempre.
Somos de fato então todos irmãos, pois somos filhos de um mesmo Pai cuja harmonia e amor nos foram magistralmente ensinadas pelo Divino Mestre, as quais devem ser cultivadas a cada manhã, partes que são da lista de bons ofícios que deve professar o verdadeiro pedreiro livre e de bons costumes. Enganamos-nos, porém, se pensamos que ter irmãos nos basta, pois neste momento o verbo “ser”, também diferencia-nos da mesmice que ronda a humanidade onde todos buscam “ter”, muitas vezes sem o merecer. Devemos nos esmerar em “ser” irmãos, pois o que o é, é por si só, não esperando mais por isso. Ser irmão é estar disposto a servir sempre a todos os que têm direito aos nossos bons ofícios, ou seja, a sociedade, esta que milita na escuridão, cega a beira do abismo implorando por um fio de esperança, que apenas os atos de homens completos e de bons costumes e, sobretudo, responsáveis por suas ações, podem multiplicar.
Termino com a famosa frase de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas morrerei lutando para que tenhas o direito de dizê-las.”
Voltaire.
Saturday, May 24, 2008
Alimentos, EUA e biocombustíveis.
Pasmem, em pleno Séc. XXI tem gente querendo desenterrar a teoria Malthusiana do Séc XVIII, que dizia ser a fome inevitável, pois a oferta de alimentos crescia em progressão aritmética enquanto a população em progressão geométrica. Isso se faz lamentável e sem sentido visto que os níveis tecnológicos garantem a produção alimentícia dentro da quantidade necessária à vida, e isso a biotecnologia já comprovou faz muito tempo. Infelizmente, porém, tal não significa que o problema não exista, ocorre que a oferta de alimentos vem sendo questionada com base num indicador muito caro aos analistas de mercado, o preço, e muitas vezes este sintoma gera os diagnósticos errados, o que o torna extremamente perigoso. Assim, proponho uma mudança de ponto de vista, quando muitos acreditam no preço como balizador das decisões econômicas, afirmo sem medo que ele é simplesmente um sintoma de doenças que de tão diversas não podem ser diagnosticadas com análises superficiais, senão corremos sempre o risco de aplicação do remédio errado.
O preço, sempre foi entendido por muitos como resultado do equilíbrio entre a oferta de um bem e a procura por este mesmo bem e isso sim em parte está certo, o que não podemos esquecer é que com as interfaces dos mercados, especulações, crises cambiais e reflexos de variações de preços de outros produtos, a “lei da oferta e procura” já não explica tanto a variação de preços dos bens. Passamos atualmente por uma crise, mas não de oferta, como muitos querem por motivos puramente políticos que acreditemos. Nossa crise reflete-se no nível de preços, mas não temos um estudo claro indicando diminuição na produção de alimentos, ou aumento na diferença percentual do crescimento populacional em relação ao crescimento da produção de gêneros alimentícios. Temos sim, fatores outros que impulsionam os preços dos alimentos aos altos níveis encontrados nos mercados finais e o principal deles é a crise americana.
Tal crise nasceu de erros econômicos substanciais do Banco Central americano, cuja postura extremamente não intervencionista permitiu ao mercado que se auto gerisse por demasiado tempo, causando caos e insegurança na economia. Primeiro permitiu a concessão de crédito indiscriminado pelos bancos, que irresponsáveis inundaram o mercado de moeda, crendo que a utilização dos imóveis dos solicitantes dada como garantia, fosse o suficiente para forçá-los a honrar seus compromissos. Não o foi. Nem a postura fortemente arraigada no coração do americano de apego à sua propriedade, reflexo do patriotismo e do modelo de colonização da América do Norte foi suficiente para que os SUB-PRIME, denominação dada aos clientes que precisam apresentar garantias em troca de empréstimos, pagassem suas hipotecas, dado que foram concedidos empréstimos a quem efetivamente não teria condições de honrá-los. O alto nível de inadimplência causou a tomada dos imóveis pelos bancos, que os precisavam revender no mercado a fim de recuperar a liquidez emprestada. Aí funcionou a lei de oferta e procura, pois com muitos imóveis a venda e poucas pessoas para comprá-los a queda de preços destes foi inevitável, redundando que os bancos quando conseguiam vender os bens tomados sequer recuperavam o valor que haviam emprestado, e o resultado, bancos quebrando e sérios problemas financeiros na economia como um todo.
O interessante é que sim, este fato reflete no nível geral de preços de alimentos. A crise americana vem causando queda no valor do dólar, moeda conversível que cota o valor das comodities em quase todos os principais mercados futuros. Importante frisar que quase todos os alimentos têm seus preços pré-determinados neste mercado e o que ocorre é que os investidores forçam os preços dos alimentos nele, a fim de compensar as perdas com a moeda em forte queda. Outro ponto em que a crise afeta o preço dos alimentos é no sentido da concessão de crédito ao produtor, que diminui, dada a situação financeira das instituições bancárias e ao arrocho na política fiscal dos EUA, necessária após tantos anos de descaso. Decisões errôneas quanto aos biocombustíveis também colocam os Norte americanos como pivôs da crise citada, pois a utilização do milho para produção de ETANOL encarece o produto que é a base da alimentação, como exemplo, da população mexicana e ainda é fundamental para utilização como comida para o gado, causando aumento até mesmo nos preços da carne.
O fato é que o foco da discussão sobre os preços dos alimentos tem sido meramente político, com a ONU criticando fortemente os biocombustíveis no Brasil e acusando-nos de permitir a transformação de áreas agrícolas alimentícias em campos de produção de combustíveis. Em princípio, por menor que seja o conhecimento sobre o assunto, teríamos que ter uma influência muito maior do que efetivamente temos na oferta mundial de alimentos para causar uma variação tão grande nos seus níveis de preços, e ainda não somos o celeiro do mundo para tanto. Já a economia americana, está enraizada, visto ser a maior economia do planeta, nas economias periféricas de tal forma que os reflexos de suas decisões se fazem sentir instantaneamente nos quatro cantos da terra.
A produção de biocombustíveis hoje deve ser entendida como uma benesse ao nível geral de preços dos alimentos, pois mesmo parecendo controverso e a economia faz isso às vezes, um dos custos que mais altera o preço do produto final seja ele alimento ou qualquer outro, é o transporte. Com a alta dos preços do petróleo batendo recordes acima de recordes, o custo para levar o alimento aos centros consumidores se eleva sobremaneira e uma forma de reduzirmos este montante é amenizando este custo. Os biocombustíveis representam assim uma saída para o problema e não sua causa.
Enxergar a economia como uma confluência de fatores é necessário para que não sejamos apanhados pelos imbróglios dos que querem esconder suas mazela e malfeitorias. Culpando aqueles que os ameaçam com seu crescimento de seus próprios atos irresponsáveis, sua empáfia de donos da verdade e seu trabalho covarde de bastidor, utilizam organismos internacionais para satisfação de seus planos malignos sem piedade dos que deles não sejam considerados concidadãos.
“O trabalho teórico faz mais pelo mundo que o trabalho prático; se o mundo das idéias for revolucionado, a realidade não poderá permanecer tal que é.”
Hegel
O preço, sempre foi entendido por muitos como resultado do equilíbrio entre a oferta de um bem e a procura por este mesmo bem e isso sim em parte está certo, o que não podemos esquecer é que com as interfaces dos mercados, especulações, crises cambiais e reflexos de variações de preços de outros produtos, a “lei da oferta e procura” já não explica tanto a variação de preços dos bens. Passamos atualmente por uma crise, mas não de oferta, como muitos querem por motivos puramente políticos que acreditemos. Nossa crise reflete-se no nível de preços, mas não temos um estudo claro indicando diminuição na produção de alimentos, ou aumento na diferença percentual do crescimento populacional em relação ao crescimento da produção de gêneros alimentícios. Temos sim, fatores outros que impulsionam os preços dos alimentos aos altos níveis encontrados nos mercados finais e o principal deles é a crise americana.
Tal crise nasceu de erros econômicos substanciais do Banco Central americano, cuja postura extremamente não intervencionista permitiu ao mercado que se auto gerisse por demasiado tempo, causando caos e insegurança na economia. Primeiro permitiu a concessão de crédito indiscriminado pelos bancos, que irresponsáveis inundaram o mercado de moeda, crendo que a utilização dos imóveis dos solicitantes dada como garantia, fosse o suficiente para forçá-los a honrar seus compromissos. Não o foi. Nem a postura fortemente arraigada no coração do americano de apego à sua propriedade, reflexo do patriotismo e do modelo de colonização da América do Norte foi suficiente para que os SUB-PRIME, denominação dada aos clientes que precisam apresentar garantias em troca de empréstimos, pagassem suas hipotecas, dado que foram concedidos empréstimos a quem efetivamente não teria condições de honrá-los. O alto nível de inadimplência causou a tomada dos imóveis pelos bancos, que os precisavam revender no mercado a fim de recuperar a liquidez emprestada. Aí funcionou a lei de oferta e procura, pois com muitos imóveis a venda e poucas pessoas para comprá-los a queda de preços destes foi inevitável, redundando que os bancos quando conseguiam vender os bens tomados sequer recuperavam o valor que haviam emprestado, e o resultado, bancos quebrando e sérios problemas financeiros na economia como um todo.
O interessante é que sim, este fato reflete no nível geral de preços de alimentos. A crise americana vem causando queda no valor do dólar, moeda conversível que cota o valor das comodities em quase todos os principais mercados futuros. Importante frisar que quase todos os alimentos têm seus preços pré-determinados neste mercado e o que ocorre é que os investidores forçam os preços dos alimentos nele, a fim de compensar as perdas com a moeda em forte queda. Outro ponto em que a crise afeta o preço dos alimentos é no sentido da concessão de crédito ao produtor, que diminui, dada a situação financeira das instituições bancárias e ao arrocho na política fiscal dos EUA, necessária após tantos anos de descaso. Decisões errôneas quanto aos biocombustíveis também colocam os Norte americanos como pivôs da crise citada, pois a utilização do milho para produção de ETANOL encarece o produto que é a base da alimentação, como exemplo, da população mexicana e ainda é fundamental para utilização como comida para o gado, causando aumento até mesmo nos preços da carne.
O fato é que o foco da discussão sobre os preços dos alimentos tem sido meramente político, com a ONU criticando fortemente os biocombustíveis no Brasil e acusando-nos de permitir a transformação de áreas agrícolas alimentícias em campos de produção de combustíveis. Em princípio, por menor que seja o conhecimento sobre o assunto, teríamos que ter uma influência muito maior do que efetivamente temos na oferta mundial de alimentos para causar uma variação tão grande nos seus níveis de preços, e ainda não somos o celeiro do mundo para tanto. Já a economia americana, está enraizada, visto ser a maior economia do planeta, nas economias periféricas de tal forma que os reflexos de suas decisões se fazem sentir instantaneamente nos quatro cantos da terra.
A produção de biocombustíveis hoje deve ser entendida como uma benesse ao nível geral de preços dos alimentos, pois mesmo parecendo controverso e a economia faz isso às vezes, um dos custos que mais altera o preço do produto final seja ele alimento ou qualquer outro, é o transporte. Com a alta dos preços do petróleo batendo recordes acima de recordes, o custo para levar o alimento aos centros consumidores se eleva sobremaneira e uma forma de reduzirmos este montante é amenizando este custo. Os biocombustíveis representam assim uma saída para o problema e não sua causa.
Enxergar a economia como uma confluência de fatores é necessário para que não sejamos apanhados pelos imbróglios dos que querem esconder suas mazela e malfeitorias. Culpando aqueles que os ameaçam com seu crescimento de seus próprios atos irresponsáveis, sua empáfia de donos da verdade e seu trabalho covarde de bastidor, utilizam organismos internacionais para satisfação de seus planos malignos sem piedade dos que deles não sejam considerados concidadãos.
“O trabalho teórico faz mais pelo mundo que o trabalho prático; se o mundo das idéias for revolucionado, a realidade não poderá permanecer tal que é.”
Hegel
Monday, July 23, 2007
Sobre o desastre aéreo...
A dinâmica no mercado de transporte aéreo no Brasil sofreu uma modificação quase que extrema de alguns anos pra cá. Lembro-me de um passado não tão remoto quando da existência da Transbrasil, Vasp entre outras, que voar era privilégio de poucos e tal realmente se justificava pelo conforto encontrado mesmo nas classes econômicas.
Com a alteração desta realidade meio que forçada por novas companhias como a Gol e mais recentemente BRA, descobriu-se que atender a um novo nicho de mercado seria possível. O problema é que isso forçou as grandes companhias a se adequarem para poderem sobreviver e a TAM é um exemplo clássico disso.
A "universalização" do espaço aéreo sempre se fez necessária, mas não pode ser feita a custa de economias burras, onde equipamentos com manutenibilidade atrasada, aeronaves inseguras e “over-bookings” da vida assombram aqueles que delas precisam fazer uso. Em verdade, afirmo não poder pairar nenhuma dúvida sobre a confiabilidade de um equipamento que funciona sobre condições tão severas e cuja falha possa vir a ser tão catastrófica.
Quando digo isso, falo também de todo o sistema aéreo nacional, afinal, este trata do mesmo assunto e vem sendo gerido com a mais pura falta de senso administrativo, o que somado aos dados anteriores nos traz uma mistura perdoem-me a expressão, fatalmente explosiva.
Nessa história toda, os ânimos políticos se acirram e as balanças pendem para os lados menos racionais sem que se faça uma avaliação efetivamente equilibrada dos fatos que redundaram na tragédia do vôo 3054 da TAM. Concordamos todos, o quanto este governo tem sido incompetente em direcionar as devidas reformas em todos os sentidos da cadeia gerencial do Estado e não apenas no Sistema de Tráfego Aéreo, mas imputar a este toda a responsabilidade do acidente isentando a empresa aérea, sabido que o piloto desceu numa velocidade ao menos três vezes maior que a normal com um equipamento limitado em sua capacidade de utilização pela falta de um dos reversores, numa pista que não é de hoje e pelo menos não deste governo, sabe-se defeituosa. Não seria um pouco demais?
A caça às bruxas é natural nestes casos, o que incomoda é a falta de critério nesta busca, pois queimar a feiticeira errada permitiria à verdadeira continuar a solta por aí e pior, nos faria cúmplices de uma nova tragédia que não tarda acontecerá se algo verdadeiramente sério não for feito. Sinto saudades do tempo em que a única modificação percebida nesta nova fase da aviação nacional era o modo como a refeição passou a ser servida, sem tanta pompa, mas a um custo de bilhete mais acessível e enquanto o avião ainda era o meio de transporte mais seguro do mundo. Temo que a ganância e a guerra pela maximização ignorante dos lucros tenham sepultado junto às vítimas desta tragédia nacional, mais esta bela verdade.
“Numa guerra, a primeira vítima é a verdade”
Com a alteração desta realidade meio que forçada por novas companhias como a Gol e mais recentemente BRA, descobriu-se que atender a um novo nicho de mercado seria possível. O problema é que isso forçou as grandes companhias a se adequarem para poderem sobreviver e a TAM é um exemplo clássico disso.
A "universalização" do espaço aéreo sempre se fez necessária, mas não pode ser feita a custa de economias burras, onde equipamentos com manutenibilidade atrasada, aeronaves inseguras e “over-bookings” da vida assombram aqueles que delas precisam fazer uso. Em verdade, afirmo não poder pairar nenhuma dúvida sobre a confiabilidade de um equipamento que funciona sobre condições tão severas e cuja falha possa vir a ser tão catastrófica.
Quando digo isso, falo também de todo o sistema aéreo nacional, afinal, este trata do mesmo assunto e vem sendo gerido com a mais pura falta de senso administrativo, o que somado aos dados anteriores nos traz uma mistura perdoem-me a expressão, fatalmente explosiva.
Nessa história toda, os ânimos políticos se acirram e as balanças pendem para os lados menos racionais sem que se faça uma avaliação efetivamente equilibrada dos fatos que redundaram na tragédia do vôo 3054 da TAM. Concordamos todos, o quanto este governo tem sido incompetente em direcionar as devidas reformas em todos os sentidos da cadeia gerencial do Estado e não apenas no Sistema de Tráfego Aéreo, mas imputar a este toda a responsabilidade do acidente isentando a empresa aérea, sabido que o piloto desceu numa velocidade ao menos três vezes maior que a normal com um equipamento limitado em sua capacidade de utilização pela falta de um dos reversores, numa pista que não é de hoje e pelo menos não deste governo, sabe-se defeituosa. Não seria um pouco demais?
A caça às bruxas é natural nestes casos, o que incomoda é a falta de critério nesta busca, pois queimar a feiticeira errada permitiria à verdadeira continuar a solta por aí e pior, nos faria cúmplices de uma nova tragédia que não tarda acontecerá se algo verdadeiramente sério não for feito. Sinto saudades do tempo em que a única modificação percebida nesta nova fase da aviação nacional era o modo como a refeição passou a ser servida, sem tanta pompa, mas a um custo de bilhete mais acessível e enquanto o avião ainda era o meio de transporte mais seguro do mundo. Temo que a ganância e a guerra pela maximização ignorante dos lucros tenham sepultado junto às vítimas desta tragédia nacional, mais esta bela verdade.
“Numa guerra, a primeira vítima é a verdade”
